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Silencioso, câncer de rim exige atenção

Silencioso, câncer de rim exige atenção
Oncologista Luis Antonio Pires: incidência é maior entre os homens. Crédito da foto: Divulgação

Embora menos comum, o câncer de rim demanda atenção especial, por não manifestar sintomas na maioria das vezes e ainda não ter causas determinadas. No Brasil, ocorrem entre sete e dez casos da doença para cada 100 mil habitantes, conforme dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA).

A doença caracteriza-se pelo aparecimento de tumores malignos nos rins, podendo acometer apenas um deles ou ambos. A incidência é maior entre as faixas etárias dos 50 anos aos 70 anos e nos homens, afirma o médico oncologista Luis Antonio Pires, clínico do Instituto de Oncologia de Sorocaba (IOS).

O rim funciona como um filtro na corrente sanguínea, sendo responsável por eliminar urina, toxinas prejudiciais, excesso de sódio e de água, dentre outras substâncias dispensáveis. Também produz uma substância chamada eritropoietina, que estimula a medula óssea para a fabricação de glóbulos vermelhos, responsáveis por levar o oxigênio a todo o corpo. Por isso, quando esse órgão é afetado pelo câncer, todos os sistemas do organismo sofrem danos, explica o médico.

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Na maior parte dos casos, esse tipo do mal não manifesta quaisquer sintomas, adverte o médico. Contudo, o paciente pode ter sangramento na urina, dor na região lombar e perda de peso.

As causas dessa doença ainda não são determinadas, mas é sabido que alguns fatores de risco podem interferir na sua manifestação. O principal deles é o tabagismo, alerta o médico oncologista do IOS. Alguns outros motivos normalmente relacionados ao aparecimento de cânceres, a exemplo da obesidade, histórico familiar e hipertensão, não tem relação de causa e efeito comprovada com o câncer de rim. No entanto, também podem contribuir para o seu aparecimento, adverte o especialista.

As formas de prevenção estão diretamente atreladas a essas questões. Não fumar é primordial. Além disso, é igualmente importante manter uma dieta balanceada, praticar regularmente exercícios físicos e controlar a pressão arterial.

O principal tipo desse mal é o carcinoma renal de células claras (CRCC), correspondente a aproximadamente 75% dos casos confirmados. O segundo mais frequente é o carcinoma papilar de células renais, de acordo com o oncologista.

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Diagnóstico e tratamento

Como todos eles costumam não manifestar sinais evidentes, o diagnóstico se dá, geralmente, de forma inesperada, diz o especialista. Em ultrassons de rotina, por exemplo, o médico pode perceber alguma alteração nos rins do paciente. Diante da suspeita, a pessoa deve ser submetida a um exame de ressonância magnética. Caso confirmado o câncer, o oncologista vai avaliar a classificação e o tamanho do(s) tumor(es). A partir dessas especificidades, será definido o tratamento mais indicado para cada caso.

Nódulos pequenos são eficientemente erradicados apenas com cirurgia. “A chance de cura de tumores iniciais passa de 90%”, pontua o médico oncologista do IOS. (Da Redação)

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