Cardiologia

Hospital Samaritano realiza cirurgia cardíaca infantil

A pequena Maria Clara, com apenas 3 meses, foi a primeira a passar pela cirurgia na cidade
Hospital Samaritano realiza cirurgia cardíaca infantil
A pequena Maria Clara, com apenas 3 meses, foi a primeira a passar pela cirurgia. Crédito da Foto: Divulgação

A pequena Maria Clara, de apenas três meses, foi a primeira paciente a passar por uma cirurgia cardíaca infantil no Hospital Samaritano de Sorocaba. De acordo com a mãe Joice Fernandes de Campos, a descoberta da cardiopatia congênita na criança aconteceu durante a 28ª semana de gravidez. “Descobrimos a má formação no coração através de um exame. Ficamos aflitos pois na época a cirurgia não era realizada aqui e teríamos que viajar assim que ela nascesse”, lembra.

Após alguns meses o hospital anunciou que implantariam o procedimento e que a viagem não seria necessária. “Ficamos bem mais tranquilos. Após 45 dias de internação, estamos felizes com todo o apoio que recebemos”, diz Joice.

De acordo com o cirurgião cardiovascular pediátrico Ayrton Bertini Júnior, Maria Clara nasceu com um problema do lado direito do coração, que leva sangue para o pulmão. “A cardiopatia muitas vezes precisa ser feita em dois ou três estágios, enquanto a criança cresce e se desenvolve. A partir de agora, vamos acompanhá-la e torcer para que a recuperação seja excelente”, afirma. Maria Clara já está em casa com seus familiares e passa muito bem.

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Cuidados especiais

O procedimento, que teve início em fevereiro deste ano, é extremamente delicado e demanda cuidados ainda mais especiais do que aqueles necessários para uma intervenção em um coração adulto. Segundo dados do Ministério da Saúde, a cardiopatia congênita é a terceira maior causa de mortalidade neonatal no Brasil. Cerca de 10 a cada 1.000 bebês nascidos vivos sofrem da doença e em cerca de 80% dos casos, a intervenção cirúrgica é necessária.

A cardiopatia congênita trata de anomalias resultantes de defeitos anatômicos do coração ou dos grandes vasos associados, com comprometimento da estrutura e da função do coração e podem ser detectadas durante o pré-natal. Entre os possíveis fatores estão algumas condições maternas, como diabetes, hipertensão, obesidade e histórico familiar.

Ayrton Bertini Júnior diz que o diagnóstico precoce é muito importante para garantir um parto seguro e o tratamento adequado para o bebê. “Caso a doença seja detectada, a intervenção deve ocorrer nos primeiros 30 dias de vida”, cita.

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Antes, as gestantes que descobriam no pré-natal a doença do bebê, precisavam se deslocar para São Paulo para o parto. A partir de agora, Sorocaba está entre os principais centros fora da capital que oferece esse serviço. Para o diretor técnico do hospital, Diogo Gomes Pereira, quem ganha é a cidade. “Sorocaba tinha um problema sério em ter que encaminhar crianças com essa patologia para São Paulo. Estamos muito felizes com essa conquista”, completa. (Da Redação)

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