Terremoto causa 188 mortes na Venezuela
Dois tremores, de magnitudes 7,2 e 7,5 destruíram e racharam prédios. EUA, Brasil e outros países anunciaram ajuda
Venezuelanos desesperados buscavam, ontem (25), sobreviventes sob os escombros provocados por dois fortes terremotos que deixaram pelo menos 188 mortos.
Prédios foram reduzidos a pó, outros ficaram rachados, e as pessoas correram em pânico para se proteger após os tremores de magnitudes 7,2 e 7,5 que atingiram o norte do país na quarta-feira (24), com menos de um minuto de diferença entre eles. Os tremores também foram sentidos no norte do Brasil.
A região da Venezuela mais castigada pela dupla sequência de tremores foi La Guaira, cidade costeira vizinha de Caracas e onde fica o principal aeroporto do país, que foi interditado devido ao terremoto.
A presidente Delcy Rodríguez, que assumiu o poder de forma interina após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, visitou essa região, que declarou como "zona de desastre". Repórteres da AFP constataram a ocorrência de saques.
O irmão de Delcy, o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, divulgou ontem o balanço de mortes e informou que 1.520 pessoas estavam feridas.
Nas redes sociais, multiplicavam-se os pedidos de informações sobre desaparecidos, muitos deles em La Guaira. Listas são divulgadas pelos hospitais públicos com os nomes dos feridos.
Os Estados Unidos anunciaram a aprovação do envio de US$ 150 milhões (R$ 778 milhões) em ajuda à Venezuela. Além disso, o governo americano enviará ao país duas equipes de busca e resgate para localizar pessoas desaparecidas, acrescentou em um comunicado.
Brasil e outros países, além de organizações internacionais, também ofereceram ajuda à Venezuela.
ONU
A ONU informou que os próximos dias vão exigir um "esforço coletivo maciço para ajudar as comunidades" afetadas, afirmou o chefe da ajuda humanitária da organização, Tom Fletcher.
Equipes de socorristas especializados, coordenadas pela ONU, já foram enviadas para trabalhar nas buscas por pessoas presas sob os escombros. (AFP)