Após acordo com o Irã, Trump foca na Ucrânia no G7
Presidente Lula participa como convidado do encontro realizado na França
Um Donald Trump eufórico chegou à cúpula do G7 na França, após alcançar um acordo com o Irã para pôr fim à guerra no Oriente Médio e com a atenção voltada a “fazer algo” em relação ao conflito na Ucrânia.
Trump prometeu ontem (16) fazer o possível para pôr fim à guerra na Ucrânia, depois que os aliados do G7 acordaram, durante uma cúpula na França, aumentar a pressão sobre a Rússia.
Ao chegar a Evian, aos pés dos Alpes franceses, Trump afirmou, na segunda-feira (15), que tinha a intenção de pôr fim à guerra na Ucrânia, que se arrasta há mais de quatro anos, após alcançar um acordo com o Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio.
Líderes de Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido concordaram em aumentar a pressão sobre a Rússia na presença de seu par ucraniano, Volodimir Zelensky, que lhes mostrou imagens do ataque da Rússia que incendiou, na véspera, uma catedral histórica em Kiev.
O chefe de Estado alemão, Friedrich Merz, disse sentir “certo otimismo” de que europeus e americanos possam “pôr um fim à guerra juntos” e afirmou ter visto Trump “receptivo e disposto a cooperar”.
Brasil
Antes do início do encontro, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, reuniu-se com o colega francês, Emmanuel Macron. Ontem, Lula se reuniu com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e com o presidente do Conselho Europeu, António Costa, para pedir a revisão das restrições a produtos brasileiros, incluindo carne e materiais siderúrgicos.
Lula participa como convidado da Cúpula do G7, grupo formado por Estados Unidos, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Canadá e União Europeia.
A União Europeia decidiu proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil no último dia 6. O veto está previsto para em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.
A decisão foi anunciada depois da entrada em vigor do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. (AFP e Agência Brasil)