Trump anuncia novas sanções contra o governo de Cuba
Presidente americano também anunciou tarifa de 25% para veículos da UE
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou ontem (1º) a imposição de novas sanções destinadas a asfixiar o governo de Cuba, pois segundo ele “segue representando uma ameaça extraordinária” para a segurança nacional americana.
Trump pediu ao seu governo que sancione os bancos estrangeiros que trabalham com o governo comunista de Havana, assim como endureça as normas migratórias. Também serão sancionadas pessoas envolvidas nos setores da energia e da mineração, e qualquer um que esteja envolvido em “graves abusos dos direitos humanos”.
A administração do presidente republicano acusa o governo cubano de aplicar “políticas e práticas concebidas para prejudicar os Estados Unidos”, contrárias “aos valores morais e políticos das sociedades livres e democráticas”, segundo o decreto presidencial.
O anúncio ocorre no mesmo dia em que milhares de pessoas marcharam em frente à embaixada dos Estados Unidos em Havana para “defender a pátria” e denunciar as ameaças de agressão militar, em meio a uma tensão crescente com o governo americano.
Além do embargo em vigor desde 1962, Washington — que não esconde o seu desejo de uma mudança de regime em Cuba — impôs um bloqueio petrolífero à ilha desde janeiro, permitindo desde então a entrada de um único petroleiro russo no país.
Europa
Trump também anunciou ontem que aumentará na próxima semana as tarifas aduaneiras para carros e caminhões provenientes da União Europeia (UE) para 25%, alegando que não está cumprindo os compromissos comerciais com os Estados Unidos.
Um acordo, firmado em meados do ano passado, havia limitado a tarifa americana sobre automóveis e autopeças da UE a 15%, abaixo da taxa de 25% que Trump impôs a muitos outros parceiros comerciais.
Estas tarifas setoriais não foram afetadas por uma sentença da Suprema Corte no começo do ano, que anulou uma série de tarifas aduaneiras globais adotadas por Trump.
Mas o presidente dos Estados Unidos afirmou, ontem, em sua plataforma, Truth Social: “Dado que a União Europeia não está cumprindo plenamente o acordo comercial que acordamos plenamente, na próxima semana aumentarei as tarifas aplicadas à União Europeia sobre os automóveis e caminhões que entram nos Estados Unidos”. (AFP)