Homem que tentou matar Trump poderá pegar prisão perpétua
O homem acusado do ataque a tiros em um evento da imprensa ao qual compareceu o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi formalmente indiciado ontem (27) em um tribunal sob acusações de tentar assassinar o mandatário e por dois crimes relacionados a armas de fogo.
Cole Allen, de 31 anos, enfrenta uma pena que pode chegar à prisão perpétua se for considerado culpado de tentar matar Trump durante o jantar de correspondentes da Casa Branca, realizado no sábado (24) em Washington, D.C..
Allen não se declarou culpado nem inocente na audiência em um tribunal federal na capital dos Estados Unidos. Ele permanecerá detido enquanto aguarda sua próxima comparecimento ao tribunal.
A promotoria afirmou que Allen carregava uma espingarda, uma pistola semiautomática e três facas quando tentou violar a segurança do hotel Hilton, onde ocorria o jantar.
Após uma breve troca de tiros com os agentes, ele foi detido no local. Cole nunca chegou a se aproximar de Trump ou de outros convidados que participavam do evento no hotel.
Trump publicou fotos do homem algemado no tapete do hotel, sem camisa e deitado de bruços.
A Casa Branca culpou o “culto ao ódio da esquerda” pelo ataque e acusou políticos democratas que têm acusado Trump de tentar acumular poderes autoritários.
Trump foi retirado às pressas do local por agentes do Serviço Secreto dos Estados Unidos. Imagens de câmeras de segurança mostram o homem armado.
Em uma entrevista no programa 60 Minutes da CBS, perguntaram a Trump se ele temeu que houvesse vítimas enquanto a cena caótica se desenrolava. “Não estava preocupado. Eu entendo a vida. Vivemos em um mundo louco”, disse Trump. (AFP)