Marinha dos EUA ataca navio cargueiro iraniano
Americanos abriram fogo no Golfo de Omã
A Marinha dos Estados Unidos abriu fogo no Golfo de Omã contra um cargueiro iraniano e tomou o controle da embarcação depois que ela tentou romper o bloqueio americano aos portos do Irã, no domingo (19).
O cargueiro Touska, de bandeira iraniana, “tentou escapar do nosso bloqueio marítimo e as coisas não correram bem para eles”, escreveu em suas redes o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Um destróier americano interceptou o cargueiro “no Golfo de Omã e o alertou para que parasse”, mas, diante da recusa da tripulação, o navio de guerra abriu fogo contra a casa de máquinas. Agora “temos a custódia total do navio”, disse Trump.
De acordo com os números divulgados na manhã de sábado (18) pelo marinha americana, desde o início do bloqueio aos portos iranianos, em 13 de abril, “23 navios acataram as ordens das forças americanas de voltar”.
O Irã suspendeu na sexta-feira (17) o bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde normalmente passa um quinto do comércio mundial de petróleo e gás natural, mas no sábado anunciou que voltou a impor “controle rigoroso” sobre o estreito em resposta à decisão americana de manter o bloqueio de seus portos.
Negociações
A menos de dois dias de expirar o cessar-fogo, o Irã afirmou que ainda não decidiu se participará de uma nova rodada de negociações com os Estados Unidos, no Paquistão.
O objetivo do diálogo é alcançar um acordo para o fim duradouro da guerra, iniciada em 28 de fevereiro por ataques de Israel e dos Estados Unidos, e que se propagou por todo o Oriente Médio, com um balanço de milhares de mortos, principalmente no Irã e no Líbano, e um forte impacto na economia mundial.
“Não temos nenhum plano para a próxima rodada de negociações e nenhuma decisão foi tomada a respeito”, declarou o porta-voz da diplomacia iraniana, Esmail Baghaei, que questionou a seriedade de Washington no processo diplomático.
Trump, por sua vez, também acusou Teerã de violar a trégua ao atacar navios no Estreito de Ormuz. (AFP)