Trump afirma que enviou armas a opositores no Irã
Carregamento teria sido interceptado e ficado com grupos curdos
Donald Trump afirmou ontem (6) que havia enviado armas aos manifestantes no Irã, mas garantiu que elas foram retidas por “um certo grupo de pessoas”, depois de ter acusado no domingo os curdos de terem feito isso.
“Enviamos armas, muitas armas, que deveriam ir aos (iranianos) para que pudessem lutar contra esses capangas” das autoridades, disse o presidente dos Estados Unidos a jornalistas na Casa Branca. “Sabem o que aconteceu? As pessoas para as quais enviamos as armas ficaram com elas. (...) Portanto, estou muito irritado com um certo grupo de pessoas e elas vão pagar um alto preço por isso”, adverte.
No domingo, em uma conversa telefônica com um jornalista do canal Fox News, que depois relatou suas palavras no ar, Trump afirmou que grupos curdos que desafiam o poder iraniano teriam tomado as armas enviadas para os manifestantes.
Trump também disse ontem que mais de 170 aeronaves militares americanas foram usadas no resgate dos dois pilotos de um avião de combate derrubado no Irã. Ele afirmou que 21 aeronaves foram usadas na operação de resgate do primeiro tripulante e outras 155 na segunda missão de resgate. Acrescentou ainda que dois aviões de transporte ficaram presos na areia e tiveram que ser destruídos.
O Irã rejeitou uma proposta de trégua na guerra com os Estados Unidos e Israel, intermediada pelo Paquistão, informou um veículo de imprensa estatal ontem (6), sem especificar a fonte.
“O Irã transmitiu sua resposta ao Paquistão em relação à proposta americana para encerrar a guerra”, afirmou a agência de notícias Irna, que não revelou o conteúdo do plano. “Nessa resposta — delineada em dez pontos — o Irã (...) rejeita um cessar-fogo e insiste na necessidade de encerrar definitivamente o conflito”, acrescenta.
Muitos países estão tentando encontrar uma solução diplomática para a guerra desencadeada por ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã, que respondeu disparando mísseis contra alvos em todo o Oriente Médio. (AFP)