Irã afirma que vai manter guerra enquanto for preciso
Fragmentos de mísseis caíram em locais sagrados de Jerusalém
O Irã advertiu, ontem (16), que está preparado para prosseguir com a guerra e levá-la “tão longe quanto for necessário”, enquanto os Estados Unidos pressionam as grandes potências para que ajudem suas forças a reabrir o Estreito de Ormuz, crucial para o trânsito de combustíveis.
A Guarda Revolucionária do Irã anunciou que atacou Tel Aviv e o aeroporto Ben Gurion, em Israel, assim como bases militares utilizadas pelas forças americanas nos Emirados Árabes Unidos e no Bahrein.
Segundo a polícia israelense, fragmentos de mísseis e restos de interceptores caíram em locais sagrados de Jerusalém, incluindo a Esplanada das Mesquitas e “o complexo do Santo Sepulcro”, após disparos vindos do Irã.
“Acho que, a esta altura, eles já aprenderam uma boa lição e entenderam com que tipo de nação estão lidando, uma que não hesita em se defender e está pronta a continuar com a guerra até onde esta levar, e a levá-la tão longe quanto for necessário”, declarou o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi.
Horas depois, a Guarda Revolucionária ameaçou atacar empresas americanas no Oriente Médio e pediu que funcionários evacuem as instalações, sem especificar quais companhias.
Os Estados Unidos começarão “muito em breve” a escoltar petroleiros na região do Estreito de Ormuz, segundo o presidente americano, Donald Trump, que exigiu que a Otan e a China enviem navios de guerra. Trump afirmou que a Otan enfrentará um futuro “muito ruim” se não contribuir.
Ministros das Relações Exteriores da União Europeia se reuniram para discutir uma possível modificação da missão naval do bloco atualmente presente no Mar Vermelho. Alguns ministros pediram tempo antes de decidir sobre a missão, que atualmente conta com três navios patrulha. (AFP)