Trump pede a outros países que enviem forças navais a Ormuz

EUA atacam a ilha de Kharg, terminal iraniano de exportação de petróleo

Por Cruzeiro do Sul

Irã mira países do Golfo, como os Emirados Árabes Unidos

O presidente norte-americano, Donaldo Trump, pediu ontem (14) que outros países ajudem garantir o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, praticamente paralisado no início da terceira semana da guerra contra o Irã que afeta praticamente todo o Oriente Médio.

“Muitos países, especialmente aqueles que estão afetados pela tentativa do Irã de fechar o Estreito de Ormuz, vão enviar navios de guerra, junto com os Estados Unidos, para manter estreito aberto e seguro”, disse Trump em uma mensagem publicada em sua plataforma, Truth Social.

O presidente republicano, que trava a guerra contra o Irã ao lado de Israel, disse que confia em que “China, França, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido e outros que estão afetados por esta restrição artificial, vão enviar navios para a região”.

No Irã, os Estados Unidos bombardearam a ilha de Kharg, a cerca de 30 km de sua costa, que abriga o maior terminal de exportação de petróleo do país e é crucial para sua economia.

Embora Trump tenha afirmado ter “destruído por completo” alvos militares na ilha, onde foram ouvidas até 15 explosões, a agência de notícias iraniana Fars nega danos a infraestruturas petrolíferas.

Em 28 de fevereiro, os EUA lançaram, juntamente com Israel, bombardeios em larga escala contra várias infraestruturas no Irã nos quais morreu o líder supremo, Ali Khamenei. “Só o povo iraniano pode pôr fim a isto mediante uma luta decidida”, disse o ministro da Defesa israelense, Israel Katz.

O Catar anunciou ter interceptado dois mísseis, após ter evacuado previamente várias áreas; a embaixada americana em Bagdá, capital do Iraque, foi atacada com um drone, e os Emirados Árabes Unidos denunciou que seu consulado no Curdistão iraquiano foi atacado pela segunda vez em uma semana.

Em um apelo incomum, o movimento islamista palestino Hamas, no poder na Faixa de Gaza, pediu ao Irã, seu aliado, que pare de atacar seus vizinhos do Golfo Pérsico.

O secretário-geral da ONU, o português António Guterres, viajou a Beirute, onde expressou sua confiança nas “vias diplomáticas”.

“Estamos fazendo tudo o possível neste momento para conseguir uma desescalada imediata e o cessar das hostilidades”, declarou Guterres à imprensa em Beirute. “Meu coordenador especial está em contato permanente com todas as partes para levá-las à mesa de negociações”, acrescentou. (AFP)