Trump exige ‘rendição incondicional’ do Irã
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ontem (6), quase uma semana após o início do conflito no Oriente Médio, que só uma “rendição incondicional” do Irã porá fim à guerra.
Em seguida, acrescentou ele, após a escolha de um ‘líder grandioso e aceitável”, Washington trabalhará com seus aliados “para tirar o Irã da beira da destruição, tornando-o economicamente maior, melhor e mais forte do que nunca”.
“Make Iran Great Again (Miga)”, escreveu Trump sobre o futuro do país, estabelecendo um paralelo com seu lema Maga, sigla para “Make America Great Again” (Torne a América Grande Novamente).
A guerra arrasta nações além da região, abala os setores de petróleo e de transporte aéreo do mundo. “Todos os ataques ilegais no Oriente Médio e além estão causando um sofrimento e um dano enormes à população civil de toda a região, e representam um grave risco para a economia mundial, especialmente para as pessoas mais vulneráveis”, advertiu o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres. “A situação pode sair do controle. É hora de interromper os combates e iniciar negociações diplomáticas sérias”, acrescentou.
Em Teerã aconteceram ontem novas explosões. A agência iraniana Irna registra um balanço de 1.230 mortos desde sábado (28).
A resposta do Irã aos ataques israelenses-americanos está afetando seus vizinhos do Golfo Pérsico, especialmente os que abrigam bases e interesses dos Estados Unidos. A Arábia Saudita e o Catar anunciaram ontem ter repelido ataques com drones e mísseis contra bases aéreas. No Bahrein, um hotel e vários prédios foram atingidos.
Bombardeios israelenses prosseguiam ontem também no Líbano, em posições do Hezbollah, o que provocou a fuga dos moradores dos subúrbios do sul de Beirute. (AFP)