Guerra se intensifica com ataque de Israel ao Líbano

Irã lançou mísseis contra refinarias e portos de monarquias no Golfo Pérsico

Por Cruzeiro do Sul

Conflito se estendeu ontem para Beirute, no Líbano

A guerra no Oriente Médio, desencadeada por ataques de Israel e Estados Unidos ao Irã, foi ampliada ontem (2) com uma nova frente no Líbano, em represália a disparos do movimento pró-iraniano Hezbollah.

A República Islâmica lançou contra-ataques desde sábado (28), tomando como alvo as bases militares americanas e o território israelense. Os mísseis do país, no entanto, também atingiram infraestruturas civis, como edifícios residenciais, hotéis, refinarias, portos e aeroportos em várias monarquias do Golfo Pérsico, como o Catar e Bahrein.

A guerra provocou cenas de caos aéreo, com centenas de voos cancelados. A Guarda Revolucionária, o exército ideológico iraniano, anunciou ter atacado 500 alvos americanos e israelenses. Entre eles está o gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

O exército israelense anunciou que matou o chefe dos serviços de inteligência do Hezbollah, Hussein Moukalled.

Com a morte de Khamenei, o Irã é comandado por um triunvirato de forma provisória. O Irã nomeou ontem um general da Guarda Revolucionária, Majid Ebnelreza, como ministro interino da Defesa, após a morte de seu antecessor nos ataques.

Diante da guerra no Oriente Médio, o presidente francês Emmanuel Macron anunciou que seu país vai aumentar o número de ogivas nucleares e antecipou uma cooperação mais estreita com um grupo de oito países da União Europeia (UE) pode proteger o continente. (AFP)