EUA oferece segurança à Ucrânia por 15 anos, afirma Zelensky

Trump conversou com Putin sobre negociações para encerrar o conflito

Por Cruzeiro do Sul

Zelensky e Trump se reuniram na Flórida, no domingo, e falaram de garantias

O governo dos Estados Unidos ofereceu garantias de segurança “sólidas” à Ucrânia por um período de 15 anos, prorrogável, informou ontem (29) o presidente Volodymir Zelensky, que solicitou a Donald Trump um prazo mais longo durante seu encontro na Flórida.

Segundo o presidente ucraniano, estas garantias são uma condição indispensável para suspender uma lei marcial em vigor na Ucrânia desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022. “Eu realmente queria que as garantias fossem mais longas. Eu disse a ele que realmente queremos considerar a possibilidade de 30, 40, 50 anos”, afirmou Zelensky em uma entrevista coletiva virtual. Trump respondeu que pensaria na possibilidade, acrescentou.

Após a reunião em Mar-a-Lago, no domingo (28), o republicano mostrou-se otimista, mas evasivo, considerando que se está “mais perto do que nunca” de um acordo que ponha fim ao conflito, o mais mortal ocorrido na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, sem, no entanto, dar detalhes sobre qualquer eventual avanço.

Por sua vez, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, afirmou que o governo russo concorda com Trump que as negociações para encerrar o conflito, intensificadas desde novembro, entraram em sua fase final.

Zelensky não forneceu detalhes sobre as garantias de segurança propostas por Washington e limitou-se a dizer que incluem elementos que já haviam sido abordados anteriormente.

Diálogo com Putin

Donald Trump teve uma conversa “positiva” com Vladimir Putin ontem, informou a Casa Branca, após se reunir com o líder ucraniano. “O presidente Trump concluiu um telefonema positivo com o presidente Putin sobre a Ucrânia”, disse a secretária de imprensa americana, Karoline Leavitt, no X.

A declaração de Leavitt surgiu pouco depois de Moscou ter acusado Kiev de disparar drones contra a residência de Putin e ter anunciado que iria “revisar” a sua posição nas negociações para pôr fim à guerra na Ucrânia.

Zelensky denunciou o que chamou de uma “mentira” de Moscou, após o ministro das Relações Exteriores russo, Serguei Lavrov, acusar os ucranianos de lançar drones durante a noite contra a residência de Putin na região de Novgorod.

“Mais uma mentira da Federação Russa”, declarou o líder ucraniano durante uma conversa virtual com jornalistas, afirmando que Moscou está “simplesmente preparando o terreno para ataques, provavelmente contra a capital e possivelmente contra prédios do governo”. (AFP)