Donald Trump diz que aceitará eleição se for justa
Norte-americanos votaram ontem em disputa eleitoral bastante acirrada
O ex-presidente Donald Trump votou ontem (5) em Palm Beach, Flórida, perto de sua residência em Mar-a-Lago, acompanhado de sua esposa, Melania. Após votar, ele conversou com a imprensa, destacando que estava “muito honrado” em ver as longas filas de eleitores.
Trump falou por cerca de 15 minutos com jornalistas. Ele previu que venceria por uma grande margem, disse aos eleitores que esperavam para votar para permanecerem na fila e acrescentou: “Os democratas, se quiserem, podem sair, mas eu gostaria que os republicanos permanecessem na fila”.
Questionado sobre reconhecer os resultados, Trump disse: “Se for uma eleição justa, eu serei o primeiro a reconhecer”. Ele também declarou não ter planos de pedir aos apoiadores que se abstenham de violência caso perca: “Não preciso dizer a eles que não haverá violência”, afirmou. “É claro que não haverá violência. Meus apoiadores não são pessoas violentas”.
Trump acrescentou: “Certamente não quero nenhuma violência, mas certamente não preciso dizer — essas são ótimas pessoas.” Os apoiadores de Trump realizaram o violento ataque de 6 de janeiro de 2021 ao Capitólio dos EUA depois que ele perdeu a eleição de 2020. Autoridades locais em todo o país têm planos em vigor em caso de distúrbios.
A vice-presidente Kamala Harris pediu aos americanos que fossem votar nas eleições presidenciais, especialmente nos sete estados-chave. “Temos que fazer isso. Hoje é dia de votação e as pessoas têm que sair e ser ativas”, disse ela.
Segundo analistas, o país está polarizado politicamente. “Estamos muito divididos, ela está a favor da paz e tudo o que seu oponente diz é muito negativo”, declarou Marchelle Beason, de 46 anos, em Erie, uma cidade da Pensilvânia. Mas para Darlene Taylor, de 56 anos, o principal é “fechar a fronteira” com o México para bloquear a passagem dos migrantes, a grande promessa de Trump.
O FBI alertou que circulam vídeos falsos que põem em dúvida a integridade do processo eleitoral. Em Washington DC, a capital federal, barreiras de metal cercam a Casa Branca e o Capitólio e muitos estabelecimentos comerciais protegeram suas vitrines com tábuas de madeira. (AFP e Estadão Conteúdo)