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Meio ambiente

Buraco na camada de ozônio diminuiu em 2024

06 de Novembro de 2024 às 22:18
Cruzeiro do Sul [email protected]
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O buraco na camada de ozônio, que aparece anualmente na região da Antártida, diminuiu em 2024, conforme apontam dados da Agência Aeroespacial dos Estados Unidos (Nasa) e da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (Noaa). Mas isso não quer dizer que está em um bom patamar: o tamanho médio é equivalente a 20 milhões de quilômetros quadrados, quase três vezes o tamanho dos EUA.

De acordo com as instituições norte-americanas, o buraco que se abriu este ano é consideravelmente menor que em anos anteriores e o sétimo menor desde o início da recuperação, em 1992, quando o Protocolo de Montreal (1987), acordo internacional para eliminar gradualmente os produtos químicos que destroem a camada de ozônio, começou a fazer efeito. Considerando todo o histórico de medições do ozônio na Antártida, desde 1979, foi o 20º menor buraco já aberto.

“Para 2024, podemos ver que a gravidade do buraco na camada de ozônio está abaixo da média em comparação com outros anos das últimas três décadas”, afirmou Stephen Montzka, cientista sênior do Laboratório de Monitorização Global da Noaa. A previsão da Nasa e da Noaa para que a camada de ozônio se feche completamente — tanto no polo sul quanto no polo norte, que são os locais onde os buracos se abrem, já que o frio facilita a transformação química dos elementos que reagem com o ozônio -, é 2066. (Estadão Conteúdo)