Voo de repatriação de brasileiros é adiado

Governo federal alega necessidade de mais segurança no Líbano

Por Cruzeiro do Sul

Avião da Força Aérea Brasileira (FAB) está em Beirute

Por questões de segurança, o primeiro voo de repatriação de brasileiros do Líbano não ocorreu ontem (4), como havia anunciado o governo federal. Segundo nota do Itamaraty, houve a necessidade de medidas adicionais de segurança para os veículos terrestres que vão até o aeroporto da capital libanesa.

Na madrugada de ontem, um ataque israelense atingiu as proximidades do perímetro do aeroporto internacional de Beirute. “Em consequência da necessidade de medidas adicionais de segurança para os comboios terrestres que se dirigirão ao aeroporto da capital libanesa, a operação do primeiro voo brasileiro de repatriação não ocorrerá no dia de hoje (ontem)”, informou o Itamaraty.

De acordo com Força Aérea Brasileira (FAB), o primeiro voo de repatriados para o Brasil deve trazer 220 pessoas; e a cada semana, 500 brasileiros podem voltar ao País em novos voos.

Na quinta-feira (3), o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, explicou os critérios para embarcar nos voos da FAB. Vieira reforçou o pedido para que as pessoas que tenham condições de sair do Líbano por conta própria, que façam isso, sempre observando as condições de segurança. Disse ainda que o Brasil continua trabalhando junto à ONU para um cessar-fogo imediato, com ajuda humanitária e uma solução para os conflitos no Oriente Médio.

Ao todo, cerca de 21 mil brasileiros residem no Líbano. Na terça-feira (1), o governo brasileiro informou que pelo menos 3 mil procuraram a Embaixada em Beirute com pedido de repatriação.

O Líbano se tornou alvo de ataques israelenses nos últimos dias, com o agravamento dos conflitos no Oriente Médio. Israel alega que combate integrantes do Hezbollah no território libanês. (Da Redação, com informações de Agência Brasil)