Rússia ataca infraestruturas portuárias ucranianas
Vários ataques russos com drones provocaram, nesta quarta-feira, 2, danos significativos às infraestruturas portuárias da Ucrânia no Danúbio, cruciais para a exportação de grãos.
A capital Kiev também foi alvo de dispositivos explosivos, mas todos foram derrubados, segundo as autoridades ucranianas.
Dois pequenos portos fluviais ucranianos na fronteira com a Romênia, Reni e Izmail, na região de Odessa, se tornaram a principal rota de saída para os produtos agrícolas ucranianos desde que a Rússia abandonou, no fim de julho, o acordo que permitia a Kiev exportar cereais apesar da guerra.
Desde então, Moscou intensificou os ataques contra as infraestruturas portuárias ucranianas.
Os drones, do tipo Shahed, de fabricação iraniana, atingiram o sul da região de Odessa, informou o exército ucraniano no Telegram, sem mencionar a localização. O comunicado destaca que ‘o alvo evidente do inimigo era a infraestrutura portuária e industrial da região‘.
A Procuradoria-Geral da Ucrânia afirmou em um comunicado que ‘as instalações portuárias e a infraestrutura industrial no Danúbio foram afetadas‘: um elevador, vários silos de grãos, tanques de terminais de carga, depósitos e áreas administrativas foram atingidos.
As autoridades ucranianas informaram que esses ataques ‘danificaram‘ quase 40 mil toneladas de grãos destinados à exportação.
O presidente da Romênia, Klaus Iohannis, denunciou no antigo Twitter, agora renomeado X, que ‘os ataques contínuos da Rússia contra a infraestrutura civil ucraniana no Danúbio, perto de seu país, são inaceitáveis‘.
Nesta quarta-feira, a França acusou a Rússia de colocar em risco ‘deliberadamente‘ a segurança alimentar mundial ‘destruindo infraestruturas essenciais‘.
Em Lisboa, o papa pediu que a Europa seja uma ‘construtora de pontes‘ para a paz na Ucrânia.
Antes dos portos do Danúbio, as tropas russas atacaram as infraestruturas portuárias ucranianas do Mar Negro diversas vezes nas últimas semanas, em particular Odessa, a partir de onde os cereais ucranianos eram exportados. (AFP)