Trump diz que irá manter candidatura mesmo se for condenado

Por Cruzeiro do Sul

A Justiça rejeitou reivindicação de imunidade presidencial feita por Donald Trump e decidiu que ele pode ser julgado por tentar interferir nas eleições de 2020

O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump afirmou nesta sexta-feira, 28, que irá manter sua candidatura para retornar à Casa Branca mesmo se for considerado culpado e condenado em qualquer uma das investigações criminais que estão sendo realizadas contra ele.

A reação ocorre um dia após procuradores federais acrescentarem três acusações graves à sua denúncia seu manuseio de documentos confidenciais.

Questionado pelo radialista conservador John Fredericks se uma decisão desfavorável interromperia sua campanha, Trump respondeu rapidamente: ‘De jeito nenhum. Não há nada na Constituição que diga que deveria‘.

De acordo com o principal candidato do Partido Republicano, ‘até mesmo os loucos da esquerda radical dizem que não, que isso não me impediria. Essas pessoas estão doentes‘, disse.

O ex-presidente dos EUA ainda destacou que seus antecessores, incluindo o democrata Barack Obama (2009-2017) e o republicano George W. Bush (2001-2009), ‘pegaram documentos‘ dos arquivos da Casa Branca, sugerindo falsamente que tiveram conduta semelhante aos supostos crimes dos quais ele é acusado.

‘Nunca ninguém passou por isso. Isso é uma loucura‘, acrescentou, afirmando que não fez nada de errado.

No mês passado, o magnata republicano, que sobreviveu a dois julgamentos no Congresso, foi indiciado pela primeira vez no caso dos documentos confidenciais.

De acordo com o tribunal, ele é responsável por colocar em risco a segurança nacional ao armazenar informações nucleares e de defesa ultrassecretas após deixar a Casa Branca.

A desafiadora entrevista radiofônica de Trump ocorre quando ele e seu rival republicano, Ron DeSantis, se preparam para aparecer no Jantar Lincoln, que o partido organiza todo ano em Iowa.

Trump ampliou sua vantagem de 13 pontos, em fevereiro, para 34 agora, enquanto DeSantis não foi capaz de se conectar com os eleitores e se viu envolvido em controvérsias.

Nesta semana, a campanha de DeSantis foi forçada a demitir um membro que promoveu um vídeo que apresentava imagens nazistas.

Além disso, o candidato causou indignação ao sugerir que escolheria o teórico da conspiração antivacinas Robert F. Kennedy Jr. para liderar sua política de saúde pública. (AFP)