Uganda prende vinte envolvidos em ataque

Por Cruzeiro do Sul

Massacre deixou ao menos 42 mortos, a maioria estudantes

A polícia de Uganda anunciou ontem (9) que prendeu 20 supostos “colaboradores” de rebeldes islamitas após o massacre perpetrado por jihadistas contra uma escola, que deixou ao menos 42 mortos. “Prendemos 20 supostos colaboradores” das Forças Aliadas Democráticas, uma milícia que jurou lealdade ao grupo Estado Islâmico em 2019, afirmou Fred Enanga, porta-voz da polícia local.

Em nota, a polícia afirmou que, entre os detidos estão o coordenador e o diretor do colégio. Pouco antes, as autoridades anunciaram a detenção de três pessoas, que estavam sendo interrogadas pelo ataque, ocorrido na madrugada de sábado.

Ao menos 42 pessoas, em sua maioria estudantes, morreram no ataque ao colégio em Lhubiriha em Mpondwe, uma localidade do oeste do país, situada perto da fronteira com a República Democrática do Congo (RDC), reduto da milícia de filiação jihadista.

A vítima mais jovem tinha 12 anos e a mais velha, 95. Morreram com golpes de facão, a tiros ou queimados quando os agressores incendiaram um dormitório coletivo, o que dificulta as tarefas de identificação e contagem. O exército e a polícia culparam as Forças Aliadas Democráticas pelo massacre. A milícia, que começou como um grupo insurgente em Uganda, é acusada de matar milhares de civis desde que se instalou no leste de Uganda em meados dos anos 1990. Seis pessoas feridas continuam no hospital, indicou Enanga, que qualificou o ataque como ‘desumano‘ e ‘crime contra a humanidade‘. O porta-voz da polícia indicou que ainda não se sabe o número exato de vítimas. (AFP)