Demissões põem em jogo destino do Twitter
Metade dos 7.500 funcionários da empresa com sede no Estado da Califórnia já havia sido demitida
O futuro do Twitter parece estar em jogo, depois que os escritórios da rede social foram fechados e funcionários importantes pediram demissão, desafiando o ultimato do novo proprietário, Elon Musk.
Segundo relatos de ex-funcionários e jornais americanos, centenas de funcionários responderam “não” ao ultimato do bilionário, que lhes deu a escolha entre trabalhar incansavelmente “para construir um Twitter 2.0 revolucionário” ou sair e receber uma indenização de três meses de salário.
Musk, também proprietário da Tesla e da SpaceX, é alvo de críticas desde que comprou o Twitter por US$ 44 bilhões e assumiu a gestão da rede social.
Metade dos 7.500 funcionários da empresa com sede no Estado da Califórnia já havia sido demitida por Musk há duas semanas, e cerca de 700 já haviam pedido demissão meses atrás, antes mesmo de terem certeza de que a venda da plataforma seria concluída.
“Meus amigos se foram, uma tempestade está chegando e não há incentivo financeiro. O que você faria?”, tuitou Peter Clowes, um engenheiro que rejeitou o ultimato de Musk.
Muitos usuários da rede social, incluindo ex-colaboradores, jornalistas e analistas, questionavam se o fim do Twitter estaria próximo. Em um tuíte posterior, o bilionário afirmou: “Números recordes de usuários estão iniciando sessões para ver se o Twitter está morto, ironicamente tornando-o mais vivo do que nunca!”. (AFP)