Emerson Fittipaldi se candidata ao Senado na Itália

A lenda do automobilismo nacional se candidatou ao Senado da Itália, que conta com eleições parlamentares em setembro

Por Cruzeiro do Sul

Emo tenta vaga no Senado

Bicampeão mundial de Fórmula 1, Emerson Fittipaldi quer entrar para a política. Mas seu objetivo não é trabalhar em Brasília. A lenda do automobilismo nacional se candidatou ao Senado da Itália, que conta com eleições parlamentares em setembro. Fittipaldi vai concorrer a um lugar no Parlamento Italiano pelo partido Fratelli d’Italia, considerado de extrema direita.

O ex-piloto de 75 anos tomou a decisão na quinta-feira passada, após longo telefonema com Giorgia Meloni. A líder do partido tem chances reais de se tornar a nova primeira-ministra da Itália nas eleições de setembro. Considerada controversa, ela já disse ser admiradora do ex-ditador Benito Mussolini e pode se tornar a primeira mulher a ocupar o cargo de chefe de governo na Itália.
‘Estou muito feliz em concorrer ao Senado Italiano por meio das eleições parlamentares de setembro. Já tenho várias propostas desenhadas e todas elas têm como objetivo promover ações ligadas aos brasileiros em terras italianas, tanto ligadas à cultura quanto ao esporte. Espero ter o apoio dos cidadãos ítalo-brasileiros e dos meus queridos amigos da América do Sul‘, comentou Fittipaldi.

Ele promete defender o Direito de Sangue da Cidadania Italiana ‘IUS SANGUINIS‘, que estaria sob ameaça, ao tentar inclui-lo na Constituição Italiana. Neste contexto, Fittipaldi quer agilizar a aceitação e a obtenção de cidadania italiana para atletas de outros países que competem esportivamente no país europeu.

O ex-piloto pretende aproximar os descendentes de italianos que moram no Brasil e na América do Sul do país europeu, com ‘políticas e projetos de desenvolvimento da atividade através dos fundos de apoio ao atleta e desporte tanto da Itália como da União Europeia‘. Nesta integração, a ideia é criar campeonatos na Itália para atletas com descendência italiana que moram fora do país.

Fora do ambiente esportivo, Fittipaldi quer obter o reconhecimento automático de diplomas dos ítalo-brasileiros e da América do Sul na Itália. Na área da educação, pretende até criar uma universidade para acolher descendentes italianos que estão espalhados pelo mundo. (Da redação com informações Estadão Conteúdo)