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Finlândia deve aderir à Otan; Rússia reage

13 de Maio de 2022 às 00:01
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A premier Sanna Marin e o presidente Sauli Niinistö.
A premier Sanna Marin e o presidente Sauli Niinistö. (Crédito: MARKKU ULANDER / LEHTIKUVA / AFP (24/2/2022))

 

O presidente e a primeira-ministra da Finlândia se declararam favoráveis, ontem (12), a uma adesão “sem demora” à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e afirmaram que a decisão do país nórdico será anunciada, a princípio, no domingo. A Rússia reagiu imediatamente à notícia e considerou que, “sem dúvida”, será uma ameaça para o país, nas palavras do porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.

“A ampliação da Otan e sua aproximação de nossas fronteiras não tornam o mundo nem o nosso continente mais estáveis e seguros”, disse Peskov à imprensa, ameaçando medidas retaliatórias “de natureza técnica e militar”. Em comunicado, o ministério das Relações Exteriores russo alegou que a adesão causaria “sérios danos” às relações bilaterais e prejudicaria a estabilidade na região. “No entanto, Helsinque deve estar ciente da responsabilidade e das consequências de tal movimento”, alertou a nota.

A candidatura finlandesa é uma consequência direta da guerra na Ucrânia e provavelmente será imitada por uma demanda similar da Suécia, aguardada para os próximos dias. “Ser membro da Otan reforçaria a segurança da Finlândia. Como membro da Otan, a Finlândia também reforçaria a Aliança em seu conjunto. A Finlândia deve ser candidata à adesão sem demora”, afirmaram, em um comunicado publicado ontem (12), o presidente Sauli Niinistö e a primeira-ministra Sanna Marin.

O secretário-geral da Otan, o norueguês Jens Stoltenberg, deu boas-vindas ao passo dado pela Finlândia e garantiu que sua candidatura “seria recebida calorosamente”. Os governos da Alemanha e da França também expressaram seu respaldo à adesão.

A Finlândia tem uma fronteira de 1.300 quilômetros com a Rússia, com a qual tem um passado de guerras. Atualmente, 76% dos 5,5 milhões de finlandeses se declaram favoráveis à adesão, de acordo com uma pesquisa publicada na segunda-feira. Antes da guerra na Ucrânia, o apoio era de 25%. (Estadão Conteúdo e AFP)