1,3 mil pessoas estão presas em teatro; 130 foram resgatadas
Mais de 1,3 mil pessoas ainda estão presas nos escombros do teatro de Mariupol, que foi destruído por um bombardeio russo na quarta-feira. Cerca de 130 pessoas foram resgatadas com vida, uma delas gravemente ferida, segundo o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
Em discurso gravado em vídeo, Zelensky disse que os trabalhos de resgate estão sendo prejudicados pelo colapso total dos serviços de emergência na cidade e pelos ataques russos, que não foram interrompidos. O teatro servia de abrigo para moradores que precisaram abandonar suas casas por conta da guerra -- a estimativa é que havia cerca de 1,5 mil pessoas dentro do prédio.
Ontem, os combates chegaram ao centro de Mariupol. O Ministério da Defesa russo confirmou que suas forças estavam “apertando o cerco” contra “os nacionalistas” e combatendo de rua em rua. O prefeito de Mariupol, Vadim Boichenko, disse à BBC que os combates estavam por todas as partes da cidade. “As batalhas entre tanques e metralhadoras continuam”, relatou. “Todo mundo está escondido em bunkers.”
A cidade vive o pior cenário da guerra da Ucrânia, sem eletricidade, gás e água encanada. Cerca de 300 mil pessoas permanecem presas no frio, sem aquecimento e sem conseguir escapar. Os sinais das operadoras de celular também foram perdidos. Alimentos e remédios estão perto do fim. Nesta semana, a Ucrânia afirmou que a Rússia impediu a entrega de ajuda humanitária.
Ao contrário de outras cidades, a instalação de corredores humanitários em Mariupol foi mais difícil. Somente nesta semana, depois de diversas tentativas frustradas, alguns civis conseguiram fugir da cidade. Segundo relatos, pelo menos 2 mil veículos particulares deixaram Mariupol. (Estadão Conteúdo)