Leilão do pré-sal tem sete blocos vendidos
Treze áreas foram ofertadas e o ágio ficou em 108,38% na média
O presidente da Pré-sal Petróleo (PPSA), Luis Fernando Paroli, avaliou como "um grande sucesso" o leilão de áreas do pré-sal realizado ontem (7), destacando que os ágios foram "muito bons" _ 108,38% na média —, e pelo volume de áreas vendidas: 7 das 13 ofertadas. "Nunca aconteceu de sair sete áreas no mesmo leilão (de Partilha)", disse ao final do certame.
"No leilão passado (do pré-sal) foram 5 blocos vendidos, nesse foram 7. O pré-sal está mudando, mas também está mudando a forma com que a gente explora o pré-sal. Então, à medida que os grandes poços, aqueles grandes campos já não estão mais aparecendo, a gente vai se adaptando a essa nova realidade e vai explorando. E tem muita coisa para sair ainda do pré-sal", afirmou.
"Hoje, como a gente não tem aqueles grandes campos, as pessoas que estão próximas, que já tem um FPSO (plataforma) funcionando, como aconteceu por exemplo com a Prio, que comprou as duas áreas que estão do lado dela, porque ela sabe que aquilo tem um potencial", acrescentou.
Ao comentar as áreas que não foram arrematadas, Paroli disse que será preciso "estudar um pouco mais" os motivos, mas citou o caso do bloco de Opala, próximo ao gigante campo de Búzios, na bacia de Santos, que tinha expectativa de ser vendido. "Vamos ter que estudar e entender por que isso não aconteceu", avaliou.
Já a ausência de disputas dos blocos foi justificada pelo executivo pelo limite de capital. "Temos que entender também que o capital é sempre finito. As empresas têm que fazer escolhas. O capital finito fez com que, de repente, a Petrobras escolhesse ficar com essas duas áreas porque não tem capital para fazer tudo ao mesmo tempo, ainda mais a Petrobras, que está investindo tanto e está com tantas áreas novas de exploração", ressaltou.
Segundo o executivo, após o leilão a PPSA passou a ter mais de 30 contratos como representante da União. "Nossa avaliação é que foi um grande sucesso. Como eu disse, como o capital e a operação são finitas, é difícil que as empresas comprem, cada uma compre três, quatro, cinco áreas. Porque fazer isso tudo ao mesmo tempo é bem complexo", reforçou Paroli.
O pré-sal fica sob uma espessa camada de sal e a extraçãoe pode chegar a 7 mil metros de profundidade. Atualmente, é a principal área de produção no País. Em setembro, por exemplo, respondeu por 82,6% do petróleo e gás brasileiros.
Conforme declarou antes do início do leilão o diretor-geral da ANP, Artur Watt Neto, o pré-sal continua sendo "uma das mais relevantes fronteiras exploratórias do mundo".
"Temos que continuar trabalhando para ofertar blocos vizinhos às oportunidades identificadas", disse ele, que se refere ao pré-sal como "grande riqueza que o País tem". (Estadão Conteúdo e Agência Brasil)