Senado começaa discutir fim da escala 6x1

Oposição tem proposta de pagamento por horas trabalhadas

Por Estadão Conteúdo e Agência Brasil

Davi Alcolumbre (União-AP) formalizou o arquivamento

O plenário do Senado iniciou ontem (6) a discussão da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do fim da escala 6x1. O texto põe fim ao modelo de seis dias de trabalho e um de folga na semana.

O texto foi aprovado em setembro, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), e precisa passar por cinco sessões de debates em plenário antes de ser colocado para votação em primeiro turno.

"A prioridade, do ponto de vista do governo, é a votação do fim da escala 6x1", disse o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães. A PEC reduz a jornada laboral de 44 para 40 horas semanais, que podem ser cumpridas em cinco dias de 8 horas diárias com repouso semanal remunerado de dois dias.

A dúvida neste momento é justamente quanto ao período eleitoral, depois dos resultados do primeiro turno. O Senado passou por uma renovação. Dos 54 senadores eleitos, 40 são de primeiro mandato. E 19 são do PL, partido que já disse que é contra a proposta que acaba com a escala 6x1 de trabalho.

A proposta é uma das principais bandeiras do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência, afirmou que considera essa uma matéria eleitoreira. O coordenador de campanha dele, senador Rogério Marinho, também. Tanto é que Marinho apresentou outra proposta para que o pagamento seja feito com base nas horas trabalhadas, mesmo que sejam ininterruptas ou sem descanso.

O ministro José Guimarães disse que essa não é uma pauta de candidato A ou B, mas de interesse do País.

O texto já foi aprovado no primeiro semestre na Câmara, e era um compromisso de ter a votação concluída ainda este ano. O senador Davi Alcolumbre manteve as sessões, mas o prazo para votação ainda é incerto. (Estadão Conteúdo e Agência Brasil)