Desemprego recua para 5,3% em agosto

Por Estadão Conteúdo

Em média, Estado levou 78,2 dias para receber

A taxa de desemprego de 5,3% no trimestre de junho a agosto de 2026 é a menor para um trimestre encerrado em agosto desde 2012, ano em que começou a série histórica Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo IBGE.

O analista da pesquisa, William Kratochwill, observou que o trimestre costuma refletir um aumento na ocupação por fatores sazonais, como aumento nas contratações da indústria e do comércio. As exceções, explicou, foram o período da pandemia e da recessão (2014-2015).

Kratochwill acrescentou que o nível de desemprego encontra-se próximo ao menor nível de toda a série histórica do IBGE, o que faz com que as reduções sejam menores. A taxa de desocupação no trimestre de junho a agosto de 2026 caiu 0,3 ponto porcentual (p.p.) frente ao trimestre móvel encerrado em maio (5,6%) e recuou 0,3 p.p. ante igual trimestre de 2025 (5,6%).

"Não podemos falar em perda de fôlego porque a taxa está em ponto muito baixo, próximo ao recorde de todas as séries. As reduções tendem a ser menores porque estamos num limite para variações maiores que isso", disse ele.

Caged

O mercado de trabalho brasileiro abriu 165.827 vagas de trabalho com carteira assinada em agosto, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Foi o segundo pior resultado para o mês desde o começo da série, iniciada em 2020.

O maior saldo foi registrado no setor de serviços, que abriu 110.346 vagas em agosto. Em seguida, aparecem construção (20.848), indústria (16.613), comércio (16.565) e agropecuária (1.452). (Estadão Conteúdo)