Copom reduz taxa de juros para 13,75% ao ano

É o quinto corte consecutivo na Selic desde abril, em um cenário de queda da inflação

Por Estadão Conteúdo

Redução decidida pelo Banco Central foi de 0,25 ponto percentual

Apesar das tensões em torno da guerra no Oriente Médio e do fenômeno climático El Niño, o Banco Central (BC) cortou os juros pela quinta vez seguida.

Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic, juros básicos da economia, em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano. A decisão era esperada pelo mercado financeiro.

"O ambiente externo permanece incerto em função da indefinição acerca dos conflitos armados no Oriente Médio e da incerteza sobre a política monetária em algumas economias avançadas. Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities", diz comunicado.

De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom voltou a cortar os juros em abril, num cenário de queda da inflação. No entanto, o agravamento da guerra no Oriente Médio e o início do fenômeno El Niño dificultam o trabalho do Copom.

O Copom esteve desfalcado porque o mandato dos diretores de Organização do Sistema Financeiro, Renato Gomes, e de Política Econômica, Diego Guillen, expirou no fim de 2025.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva até agora não encaminhou as indicações dos substitutos ao Congresso Nacional.

Estados Unidos

O Federal Reserve (Fed, banco central americano) decidiu por unanimidade, também ontem, aumentar suas taxas de juros em um quarto de ponto percentual para conter a inflação, uma medida esperada pelos mercados financeiros, mas criticada pelo presidente Donald Trump.

O Fed não elevava suas taxas de juros de referência desde meados de 2023. Agora, a aumentaram em um quarto de ponto percentual, situando-as na faixa entre 3,75% e 4%.

Segundo um comunicado da instituição, esta decisão tem como objetivo fazer com que a inflação americana retorne mais rapidamente à meta de 2% buscada pelo Fed.

A inflação está "muito alta há muito tempo", justificou o recém-empossado presidente do Fed, Kevin Warsh, nomeado por Trump. (Agência Brasil e AFP)