Petrobras avalia reduzir preço da gasolina

Com queda do petróleo, governo inicia retirada dos subsídios dos combustíveis

Por Da Redação com Estadão Conteúdo

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A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, disse ontem (1º) que a companhia ainda estuda se vai mexer no preço da gasolina, depois de reduzir o diesel e o querosene de aviação entre ontem e terça (30), por conta da queda do preço do petróleo. Segundo ela, a estatal quer fornecer produtos "que caibam no bolso do consumidor", mas precisa preservar o market share da companhia.

Em evento de lançamento do maior edital para projetos culturais, de R$ 270 milhões, no Rio de Janeiro, a executiva afirmou que com a queda do preço do petróleo, a tendência é de redução de preços.

"O que nós estamos fazendo agora é olhar tudo isso com muita calma, com muito profissionalismo, porque a gente quer atender a sociedade, a gente quer fornecer produtos que caibam no bolso da sociedade brasileira, mas a gente quer garantir o mercado Petrobras", explicou. "Todos os nossos combustíveis acompanham a tendência de preços internacionais, mas sem internacionalizar a volatilidade, sem internacionalizar a ansiedade", acrescentou. A Petrobras reduziu o preço do querosene de aviação (QAV) em 14,5%. O valor do combustível vendido às distribuidoras é reajustado sempre no início do mês, e a variação de julho é o segundo recuo seguido.

A mudança representa diminuição de R$ 0,81 por litro. Nas refinarias da companhia, o novo preço varia de R$ 4,67 a R$ 4,93 por litro.

A estatal explicou que o movimento de baixa no preço foi possível por causa da "atenuação" dos efeitos que o conflito no Oriente Médio impôs ao preço internacional dos derivados do petróleo.

No ano, no entanto, o combustível usado por aviões e helicópteros está 40,5% mais alto que o do final de 2025. Isso representa acréscimo de R$ 1,39 por litro.

Com a eclosão da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, a cadeia logística da indústria do petróleo sofreu perturbações, o que levou à disparada de preços.

A queda recente no preço do petróleo fez o governo federal anunciar na terça-feira o início da retirada gradual dos subsídios criados para conter a alta dos combustíveis por causa da guerra no Oriente Médio.

A primeira medida é o fim da subvenção de R$ 0,35 por litro do diesel, que deixou de valer ontem.

Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a decisão foi possível porque o preço internacional do petróleo voltou a patamares próximos aos registrados antes da crise, reduzindo a necessidade de manter as medidas emergenciais.

"Estamos tirando a subvenção de R$ 0,35 por litro do diesel e não vamos parar por aqui. Estamos em avaliação da outra subvenção do diesel, que é R$ 1,12, e, em especial, também da gasolina, de R$ 0,44", afirmou Durigan.

O ministro explicou que a equipe econômica acompanha diariamente a evolução do preço do petróleo e dos combustíveis no mercado interno, para decidir quando os demais incentivos poderão ser retirados. (Da Redação, com informações de Estadão Conteúdo e Agência Brasil)