Petrobras reajusta preço da gasolina em 18,6%

Diferença de R$ 0,48 por litro será compensada por subvenção de R$ 0,44

Por Cruzeiro do Sul

O limite da subvenção é de R$ 0,89 por litro, equivalente ao total de impostos federais

A Petrobras anunciou ontem (28) o aumento no preço da gasolina, após 122 dias sem reajuste. A alta será de R$ 0,48 por litro. O valor corresponde a um aumento de 18,6%, mas com a adesão da companhia ao programa de subvenção do governo, será dado um desconto de R$ 0,44 por litro, resultando em uma alta de 1,5% para as distribuidoras.

“Dessa forma, o efeito para as distribuidoras e para o consumidor final é mitigado pela subvenção econômica concedida. Para as distribuidoras, o preço médio da gasolina A passará de R$ 2,57 para R$ 2,61 por litro, um aumento residual de R$ 0,04 por litro”, explicou a estatal em nota.

Já para o consumidor final, considerando que a gasolina C vendida nos postos de abastecimento é obtida a partir da mistura obrigatória de 70% de gasolina A e 30% de etanol anidro, a parcela da Petrobras na composição do preço final passará dos atuais R$ 1,80 para R$ 1,83 por litro, um aumento residual de no máximo R$ 0,03 a cada litro de gasolina C vendida nas bombas.

Esse valor é 27,6% menor do que o preço praticado em 31 de dezembro de 2022, informou a companhia.

O reajuste é menos da metade da defasagem dos preços da Petrobras em relação ao mercado internacional. Segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a defasagem da gasolina nas refinarias da estatal no fechamento de quarta-feira (27) era de 55%, abrindo espaço para alta de R$ 1,37 por litro.

Compensação

O limite da subvenção é de até R$ 0,89 por litro de gasolina, o equivalente ao total impostos federais pagos por litro no combustível — PIS, Cofins e Cide. O valor do subsídio de R$ 0,48, portanto, representa cerca de metade dessa cobrança. Também foi anunciado na segunda-feira (25) um novo subsídio para o diesel, desta vez de até R$ 0,3515 por litro.

A subvenção será paga diretamente aos produtores e importadores de gasolina, por meio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Segundo o governo, a fatura será compensada pela alta de arrecadação com a receita extra do petróleo — mas, para isso, o Executivo precisa de autorização por meio de um projeto de lei, que tramita no Congresso. (Estadão Conteúdo)