Taxa de desemprego aumenta para 6,1% no primeiro trimestre

Em São Paulo, desocupação também subiu, para 6%

Por Cruzeiro do Sul

Rendimento médio mensal alcançou o valor de R$ 3.722

A taxa de desemprego aumentou em todas as unidades da federação na passagem do quarto trimestre de 2025 para o primeiro trimestre de 2026, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O instituto pondera que algumas dessas variações ficaram dentro da margem de erro da pesquisa, por isso não são consideradas estatisticamente significativas. Houve expansão de forma estatisticamente significativa em 15 das 27 unidades da federação no período.

Na média nacional, a taxa de desemprego subiu de 5,1% no quarto trimestre de 2025 para 6,1% no primeiro trimestre de 2026. Em São Paulo, a taxa de desemprego passou de 4,7% para 6,0% no período.

No primeiro trimestre de 2026, as maiores taxas de desocupação foram as do Amapá (10,0%), Alagoas (9,2%), Bahia (9,2%), Pernambuco (9,2%) e Piauí (8,9%), enquanto as menores ocorreram em Santa Catarina (2,7%), Mato Grosso (3,1%), Espírito Santo (3,2%), Paraná (3,5%) e Rondônia (3,7%).

A taxa composta de subutilização da força de trabalho no primeiro trimestre de 2026 foi mais elevada nos Estados do Piauí (30,4%), Bahia (26,3%) e Alagoas (26,1%). Os menores resultados ocorreram em Santa Catarina (4,7%), Mato Grosso (6,7%) e Espírito Santo (7,0%).

Na média nacional, a taxa de subutilização foi de 14,3% no primeiro trimestre de 2026.

A massa de renda do trabalho em circulação na economia atingiu patamar recorde no primeiro trimestre de 2026 em 15 das 27 unidades da federação. Para o total nacional, a massa de renda alcançou um recorde de R$ 374,819 bilhões no primeiro trimestre, alta de 0,6% ante o quarto trimestre de 2025.

Em São Paulo, a massa de renda foi de R$ 106,974 bilhões no primeiro trimestre de 2026, ligeiro recuo de 0,2% ante o quarto trimestre de 2025.

O rendimento real habitual de todos os trabalhos subiu a um ápice de R$ 3.722 no primeiro trimestre, alcançando patamar recorde em 16 das 27 unidades da federação. (Estadão Conteúdo)