Exportações de abril batem recorde: US$ 34,1 bilhões

Valor mensal foi o maior da série histórica, de acordo com o Mdic

Por Cruzeiro do Sul

Balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 10,5 bilhões no mês passado

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 10,537 bilhões em abril, segundo dados divulgados ontem (7) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Em março, a balança havia apresentado saldo positivo de US$ 6,405 bilhões. O valor de abril foi alcançado com exportações de US$ 34,148 bilhões e importações de US$ 23,611 bilhões.

O diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior, Herlon Brandão, afirmou que o valor exportado pelo Brasil em abril foi o recorde para qualquer mês da série histórica. Ou seja, foi o maior valor em vendas brasileiras para o exterior em um único mês da história.

“Trata-se de um valor inédito não só para o mês de abril, mas para qualquer mês da série histórica, com um aumento de 14,3% em relação ao valor do mesmo mês do ano passado, que somou US$ 29,9 bilhões, e esse aumento foi impulsionado por um crescimento de 6,9% nos preços e da mesma forma de 6,9% no volume exportado”, afirmou.

Brandão disse que o valor de importação, de US$ 23,6 bilhões, foi recorde para o mês de abril. Assim como também foram recordes o superávit comercial do mês e a corrente de comércio.

Sobre as exportações para os Estados Unidos, Brandão afirmou que há queda contínua desde agosto do ano passado, mas há uma indicação de melhora, com o valor passando de US$ 3 bilhões.

“Ainda observamos redução da exportação (com os EUA), mas ele vem se recuperando, o comércio vem se recuperando ao longo dos meses, nesse ano, superamos aqui US$ 3 bilhões após vários meses, desde o final do ano passado, abaixo desse patamar, superamos US$ 3 bilhões de exportação‘, completou Brandão.

O diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior afirmou também que a exportação de petróleo bruto do Brasil teve uma queda por conta da volatilidade do mercado. E não por conta do imposto de exportação criado pelo governo para financiar uma redução no preço do diesel, diante da alta de preço internacional por conta da guerra no Irã. (Estadão Conteúdo)