Governo avalia nova ajuda para empresas aéreas
O ministro de Portos e Aeroportos, Tome Franca, afirmou ontem (24) que o setor de aviação comercial no Brasil sentirá o impacto negativo da alta do preço do petróleo no preços do querosene de aviação (QAV) e ter uma redução de movimentação de passageiros no decorrer de 2026. “Sabemos que há uma crise conjuntural e global afetando o preço do querosene de aviação e isso pode impactar a movimentação de passageiros aéreos ao longo do ano”, afirmou por meio de nota.
Segundo o ministro, o governo federal estuda novas medidas na tentativa de reduzir o impacto da alta do combustível nos preços das passagens aéreas. Ainda assim, o impacto negativo é dado como certo.
“Estamos estudando outras medidas para que os passageiros brasileiros não sejam tão prejudicados. Os impactos provavelmente serão sentidos, mas o governo federal está atuando para reduzir”, disse ele.
Entre as medidas emergenciais já adotadas pelo governo federal para o setor da aviação estão zerar as alíquotas de PIS/Cofins sobre o QAV; postergar, para dezembro, o pagamento das tarifas de navegação aérea ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), referentes aos meses de abril a junho de 2026; e disponibilizar uma linha de financiamento por meio do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac), voltada à aquisição de combustível, com risco assumido pelas empresas, de até R$ 2,5 bilhões por companhia. (Estadão Conteúdo)