Expectativa de inflação sobe com guerra no Oriente Médio
Copom informou que definição da Selic vai considerar consequências do conflito
O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, avaliou na ata de sua mais recente reunião que as expectativas de inflação, que seguiam em trajetória de declínio, subiram após o início dos conflitos no Oriente Médio, permanecendo acima da meta de inflação em todos os horizontes. Também ressaltou que o custo de desinflação sobre o nível de atividade ao longo do tempo é maior em ambientes com expectativas desancoradas.
“O Comitê avalia que perseverança, firmeza e serenidade na condução da política monetária favorecerão a continuidade desse movimento, importante para a convergência da inflação à meta com menor custo”, disse no 9º parágrafo da ata. O documento foi divulgado ontem (24).
O Copom reforçou que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros poderão incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo, diante do “forte aumento da incerteza.”
O colegiado cortou a Selic em 0,25 ponto porcentual, de 15% para 14,75% ao ano, na última quarta-feira (18). Foi a primeira redução da taxa após quase dois anos — a autoridade monetária havia cortado a Selic pela última vez em maio de 2024. (Estadão Conteúdo)