Expectativa de inflação sobe com guerra no Oriente Médio

Copom informou que definição da Selic vai considerar consequências do conflito

Por Cruzeiro do Sul

Colegiado baixou taxa básica de juros para 14,75% ao ano

O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, avaliou na ata de sua mais recente reunião que as expectativas de inflação, que seguiam em trajetória de declínio, subiram após o início dos conflitos no Oriente Médio, permanecendo acima da meta de inflação em todos os horizontes. Também ressaltou que o custo de desinflação sobre o nível de atividade ao longo do tempo é maior em ambientes com expectativas desancoradas.

“O Comitê avalia que perseverança, firmeza e serenidade na condução da política monetária favorecerão a continuidade desse movimento, importante para a convergência da inflação à meta com menor custo”, disse no 9º parágrafo da ata. O documento foi divulgado ontem (24).

O Copom reforçou que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros poderão incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo, diante do “forte aumento da incerteza.”

O colegiado cortou a Selic em 0,25 ponto porcentual, de 15% para 14,75% ao ano, na última quarta-feira (18). Foi a primeira redução da taxa após quase dois anos — a autoridade monetária havia cortado a Selic pela última vez em maio de 2024. (Estadão Conteúdo)