Países europeus e Japão poderão ajudar a abrir estreito

Comunicado conjunto condenou recentes ataques a instalações de petróleo

Por Cruzeiro do Sul

Governos europeus estão dispostos a mandar navios de guerra

Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Japão e Países Baixos condenaram, ontem (19), as recentes represálias iranianas contra infraestruturas energéticas no Golfo Pérsico e se declararam “dispostos a contribuir” para a segurança no Estreito de Ormuz, fechado pelo Irã.

“Pedimos uma moratória imediata e geral sobre os ataques a infraestruturas civis, em particular as instalações de petróleo e de gás”, indicaram os seis países em um comunicado conjunto. “Nos declaramos dispostos a contribuir aos esforços necessários para garantir a segurança da passagem pelo Estreito de Ormuz”, acrescentaram os países.

Em tempos normais, 20% do petróleo e do Gás Natural Liquefeito consumidos a nível mundial passam por este estreito.

O preço do petróleo disparou ontem (19), com o preço do barril ultrapassando os US$ 110 (cerca de R$ 573). depois que o Irã atacou a maior instalação de gás natural liquefeito do Catar e refinarias na Arábia Saudita e no Kuwait, o que aumenta os temores de que a guerra provoque uma crise energética global.

O conflito, iniciado em 28 de fevereiro com os bombardeios dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, está ganhando novos contornos com ataques diretos a pontos de produção de combustíveis e não mais apenas a instalações de armazenamento e transporte.

Na quarta-feira (18), o exército israelense atacou o grande campo de gás de South Pars-North Dome, compartilhado pelo Irã e o Catar. É a maior reserva de gás conhecida do mundo. (AFP)