Produção industrial no País fica estável em novembro
Indústrias extrativas recuaram 2,6% no 11º mês do ano passado
A produção industrial mostrou variação nula (0,0%) em novembro na comparação com o mês anterior, na série livre de influências sazonais, após apontar acréscimo de 0,1% em outubro. Os dados foram divulgados quinta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Na comparação com novembro de 2024, o total da indústria voltou a registrar queda na produção e recuou 1,2%.
A indústria de transformação registrou alta de 0,2% em novembro ante outubro. Já as indústrias extrativas recuaram 2,6%.
Na comparação com novembro de 2024, a produção da indústria de transformação encolheu 2,2% em novembro de 2025, enquanto as extrativas aumentaram 4,6%. Na média global, a indústria recuou 1,2% no período, de acordo com o IBGE.
A indústria apresenta um comportamento de estabilidade há alguns meses, operando dentro de um mesmo patamar, especialmente, desde abril de 2025, diz André Macedo, gerente da Pesquisa Industrial Mensal (PIM). Ele disse que a estabilidade da produção industrial, com o registro de 0% em novembro de 2025, é o melhor resultado desde 2023, considerando apenas os meses de novembro, quando apresentou avanço de 1,1% naquele momento. Em novembro de 2024 houve queda de 0,7%.
“Quando a gente observa os resultados da série histórica, tem um primeiro trimestre com um avanço mais importante, inclusive, culminando com um crescimento na margem da série mais elevada do ano, que foi o resultado de março com 1,8% de crescimento”, afirmou em entrevista virtual para a apresentação dos dados, acrescentando que, após esta fase, o setor industrial experimentou o movimento de perda inicial para abril e maio e ficou girando neste patamar.
Para André Macedo, o movimento de maior dinamismo para o setor industrial guarda relação importante com uma política monetária mais restritiva, principalmente, em um cenário de taxa de juros mais elevada e aperto monetário que envolve operações de crédito, encarecendo as condições e o acesso ao crédito.
“Esse movimento é muito associado à política monetária, muito ligado ao aumento da taxa de juros. E explica esse comportamento de menor intensidade que a gente vem observando para a produção industrial nos últimos meses”, afirmou. (Estadão Conteúdo e Agência Brasil)