EUA formalizam suspensão de tarifas de importação da China

Assinatura de ordem executiva ocorreu após encontro de Trump e Xi Jinping

Por Cruzeiro do Sul

Acordo garantiu fornecimento de terras raras para os Estados Unidos

O governo dos Estados Unidos formalizou, por meio da assinatura de uma ordem executiva, a decisão de suspender por um ano a elevação de tarifas aplicada sobre importações da China, no âmbito do acordo econômico firmado entre os dois países após encontro entre os presidentes dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, na Coreia do Sul.

O documento, que deverá ser publicado hoje (7), no Federal Register (o diário oficial dos EUA), aponta que o país manterá a suspensão das tarifas recíprocas até 10 de novembro de 2026. A elevação da tarifa estava prevista para entrar em vigor em 10 de novembro de 2025.

O texto destaca que a decisão vem em linha com os compromissos assumidos pelo governo chinês nas semanas anteriores. A Casa Branca avalia que o pacto “ajudará a corrigir práticas comerciais não recíprocas e a reduzir o déficit comercial dos EUA”.

Segundo o decreto de Trump, o governo norte-americano destaca que a China se comprometeu a adiar e eliminar “controles coercitivos de exportação” sobre terras raras e outros minerais críticos, além de suspender tarifas sobre produtos agrícolas dos EUA até 31 de dezembro de 2026.

Em contrapartida, Washington decidiu “continuar a suspensão das tarifas recíprocas elevadas” impostas em 2025.

Trump voltou a salientar que o acordo é “histórico e monumental” e que as medidas contribuirão para “fortalecer a base industrial e de defesa dos Estados Unidos”, bem como garantir acesso a insumos estratégicos para energia e segurança nacional.

União Europeia

O porta-voz do Ministério do Comércio da China He Yadong afirmou ontem (6) que Pequim e a União Europeia têm “amplos interesses comuns e um enorme espaço de cooperação” na área econômica e comercial. A declaração foi feita em resposta a uma pergunta sobre a disposição do governo chinês de negociar um acordo de livre comércio com o bloco europeu, após o ministro das Relações Exteriores, Wang Yi, manifestar essa intenção em encontro com o chanceler da Estônia. (Estadão Conteúdo)