Taxa de desemprego até setembro se mantém em 5,6%
Renda média do trabalhador subiu para R$ 3.507
O desemprego no Brasil ficou em 5,6% no trimestre encerrado em setembro, segundo os dados mensais da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A taxa repetiu o patamar do trimestre terminado em agosto, mantendo-se assim no menor resultado em toda a série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. Em igual período de 2024, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 6,4%. No trimestre móvel até agosto, a taxa de desocupação também estava em 5,6%.
A renda média real do trabalhador foi de R$ 3.507,00 no trimestre encerrado em setembro. O resultado representa alta de 4,0% em relação ao mesmo trimestre de 2024. A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 354,6 bilhões, alta de 5,5% ante igual período do ano passado.
A massa de salários em circulação na economia aumentou em R$ 18,525 bilhões no período de um ano, para R$ 354,6 bilhões, uma alta de 5,5% no trimestre encerrado em setembro ante o trimestre terminado em setembro de 2024. Na comparação com o trimestre terminado em junho, a massa de renda real subiu 0,4%, com R$ 1,349 bilhão a mais.
O Brasil registrou uma taxa de informalidade de 37,8% no mercado de trabalho e alcançou 38,748 milhões de trabalhadores atuando na informalidade no período. Em um trimestre, mais pessoas passaram a atuar como trabalhadores informais: houve crescimento de 29 mil trabalhadores nesta situação no período.
A taxa de subocupação por insuficiência de horas trabalhadas ficou em 4,4%, ante 4,5% no trimestre até junho. Em todo o Brasil, há 4,535 milhões de trabalhadores subocupados por insuficiência de horas trabalhadas. O indicador inclui as pessoas ocupadas com uma jornada inferior a 40 horas semanais que gostariam de trabalhar por um período maior.
Na passagem do trimestre até junho para o trimestre até setembro, houve um recuo de 68 mil pessoas na população nessa condição. O País tem 497 mil pessoas subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas a menos em um ano. (Estadão Conteúdo)