Concessão de consignado privado cresce 5,5%
Taxa média cobrada em setembro ficou em 58,4%
As concessões de crédito consignado para trabalhadores do setor privado cresceram 5,5% em setembro, na comparação com agosto, informou ontem (29) o Banco Central. O montante passou de R$ 6,066 bilhões para R$ 6,399 bilhões no período.
Os números refletem o impulso do novo modelo de consignado privado, o Crédito do Trabalhador, lançado pelo governo no fim de março. O saldo da modalidade cresceu 9,6% em agosto, para um total de R$ 59,457 bilhões. A taxa média de juros do consignado privado aumentou de 56,3% ao ano em agosto para 58,4% em setembro.
O governo espera que, com o Crédito do Trabalhador, o tomador migre para linhas com taxas mais baixas. O comportamento dos juros no consignado privado, porém, tem registrado alta neste primeiro momento, refletindo a adaptação de instituições financeiras à modalidade e o interesse pelo segmento.
As concessões de crédito livre dos bancos aumentaram 8,1% em setembro, na comparação com agosto, para R$ 605,0 bilhões, informou o Banco Central. No acumulado de 12 meses, crescem 10,9%. Os dados não incorporam ajustes sazonais.
Concessões para pessoas físicas cresceram 3,1% no mês, para R$ 327,10 bilhões. No acumulado de 12 meses, avançam 10,7%. As concessões para empresas dispararam 14,5% em setembro, para R$ 278,0 bilhões. Em 12 meses, têm alta de 11,1%.
Endividamento
O endividamento das famílias brasileiras com o sistema financeiro passou de 48,5% em julho (revisado) para 48,9% em agosto, de acordo com o BC. O pico histórico da série foi atingido em julho de 2022, com 49,9%. Descontadas as dívidas imobiliárias, o endividamento passou de 30,3% em julho (revisado) para 30,6% em agosto.
O comprometimento de renda das famílias com o Sistema Financeiro Nacional (SFN) passou de 27,9% para 28,5%. Sem contar os empréstimos imobiliários, passou de 25,8% para 26,3%. (Estadão Conteúdo)