Ministros discutem pacote de corte de despesas
Medidas de contenção devem ser enviadas ao Congresso nesta semana
Previsto para ser enviado ao Congresso Nacional nesta semana, o pacote de corte de gastos obrigatórios foi apresentado ontem (5) a outros ministérios. O Ministério da Fazenda informou que a reunião de segunda-feira (4) serviu para a discussão do quadro fiscal do País e o detalhamento das propostas em discussão pelo governo.
Na primeira reunião, segunda-feira, participaram o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além das ministras do Planejamento, Simone Tebet, e da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, e o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa.
Durante o fim de semana, informou Haddad, Lula pediu que técnicos da equipe econômica lhe apresentassem os detalhes das medidas de corte de gastos obrigatórios. Segundo o ministro, os pontos que cabem ao Ministério da Fazenda estão com as definições bastante adiantadas. A pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Haddad cancelou a viagem à Europa prevista para esta semana.
As reuniões de segunda-feira e a de ontem indicam que as medidas de contenção de despesas do governo federal poderão atingir cinco dos seis ministérios com maior orçamento na Esplanada — e que já estão na mira desde as ações de pente-fino. Desse grupo, só a Defesa está fora das conversas até o momento.
No caso de Saúde e Educação, o que está sendo aventado é a fixação de um limite de 2,5% para o crescimento dos pisos dessas áreas. O avanço do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) também está no radar, já que a participação da União neste fundo tende a crescer nos próximos anos.
Em relação ao Trabalho, políticas como o abono salarial e o seguro-desemprego estão na lista de ações que podem ser revisadas. (Agência Brasil e Estadão Conteúdo)