Taxa de desemprego cai para 6,4% em setembro
A taxa de desocupação no Brasil ficou em 6,4% no trimestre encerrado em setembro, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados ontem (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em igual período de 2023, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 7,7%. No trimestre encerrado em agosto de 2024, a taxa de desocupação foi de 6,6%.
A renda média real do trabalhador ficou em R$ 3.227 no trimestre encerrado em setembro. O resultado representa alta de 3,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Oito das dez atividades econômicas registraram contratações no trimestre encerrado em setembro. Na passagem do trimestre terminado em junho para o trimestre encerrado em setembro, houve redução na ocupação apenas em agricultura, menos 2 mil trabalhadores, e transporte, menos 28 mil.
Houve geração de postos de trabalho em informação, comunicação e atividades financeiras, profissionais e administrativas (158 mil), indústria (418 mil), comércio (291 mil), administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (164 mil), construção (27 mil), outros serviços (104 mil), alojamento e alimentação (16 mil) e serviços domésticos (51 mil).
A taxa de desemprego atual desceu aos menores patamares da série histórica iniciada em 2012, graças a um movimento de aumento da população ocupada disseminado entre as diferentes atividades econômicas, avaliou Adriana Beringuy, coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE. “Hoje a gente tem processos de expansão que envolvem diversas atividades econômicas. De fato, é um movimento bastante difundido pelas atividades. Essa expansão da ocupação acaba envolvendo diversos segmentos de trabalhadores”, disse. Segundo a pesquisadora, há uma “melhora sistemática dos indicadores” do mercado de trabalho. (Estadão Conteúdo)