Capacidade de energia solar sobe para 23 gigawatts
Investimentos em 2023 devem ser de R$ 50 bilhões
A média de economia, quando se utiliza a energia solar em substituição à elétrica, chega a até 90%. A estimativa é da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). O setor, que vem crescendo muito no Brasil, já ocupa o 3º lugar em geração de energia, perdendo apenas para hidrelétrica e eólica.
Considerando o montante da potência em operação das usinas de grande porte (geração centralizada) e dos pequenos sistemas de geração própria (geração distribuída) foram atingidos em dezembro 23 gigawatts (GW) de capacidade instalada da fonte solar, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
O número é considerado histórico pelo setor e, com base neles, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que a capacidade instalada poderá dobrar até o início do ano que vem.
O presidente da Absolar, Rodrigo Sauaia, disse que os crescentes reajustes nas contas de luz e a redução dos custos para instalação das placas fotovoltaicas explicam o crescimento desse tipo de energia no país.
A energia solar é considerada uma fonte limpa, que não produz resíduo ou poluição. Segundo a Absolar, essa energia evitou a emissão de quase 28 milhões de toneladas de CO2 (dióxido de carbono) na geração de eletricidade.
Os novos investimentos gerados pelo setor devem ultrapassar os R$ 50 bilhões no próximo ano, com margem para criação de mais de 300 mil empregos em todas as regiões do País. (Agência Brasil e Redação)