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Economia

Sachsida entrega pedido de desestatizações

13 de Maio de 2022 às 00:01
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Novo ministro (à esq.) citou libertação
Novo ministro (à esq.) citou libertação "contra monopólios". (Crédito: MARCELO CAMARGO / AGÊNCIA BRASIL (12/5/2022))

O ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, entregou ontem de manhã ao ministro da Economia, Paulo Guedes, o pedido para início dos estudos para as privatizações da Petrobras e da Pré-Sal Petróleo SA (PPSA), estatal responsável pelos contratos da União no pré-sal. Segundo Guedes, as solicitações deveriam ser encaminhadas ainda ontem para a Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos.

O anúncio das análises para as desestatizações, classificadas como “a libertação do povo brasileiro contra os monopólios” pelo novo ministro, foi feito na quarta-feira, durante a primeira declaração de Sachsida como ministro de Minas e Energia. Sachsida assume a pasta no lugar do ex-ministro Bento Albuquerque, que não resistiu à insatisfação do presidente Jair Bolsonaro aos reajustes nos preços dos combustíveis feitos pela Petrobras.

“Aqui está meu primeiro ato como Ministro de Minas e Energia, a solicitação formal para que se inicie os estudos que visam o começo do processo de desestatização da PPSA e da Petrobras. Espero que no período mais rápido de tempo possível tenhamos essa resolução pronta e levamos para o presidente Jair Bolsonaro assinar esse decreto e começar esse processo aguardado pelo povo brasileiro”, afirmou Sachsida. “É a libertação do povo brasileiro contra os monopólios.”

Durante sua declaração, o ministro respondeu a sindicalistas que gritavam em frente à sede da pasta. “Queria que todos soubessem que nós sempre respeitamos, como uma democracia, respeitamos os vencedores das eleições. Quando alguém, eu não quero falar de quem roubou a Petrobras, assaltou a Petrobras. Durante anos roubaram, foram condenados e eu não quero falar isso. Quero simplesmente receber como um programa de governo, que teve 60 milhões de votos, receber o pedido do novo ministro. Nós vamos devolver ao povo brasileiro o que é deles.” (Estadão Conteúdo)