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Emprego

País cria 1,5 milhão de vagas no 1º semestre

30 de Julho de 2021 às 00:01
Estadão Conteúdo [email protected]
Em junho, Brasil abriu 309 mil vagas com carteira assinada.
Em junho, Brasil abriu 309 mil vagas com carteira assinada. (Crédito: JOSÉ PAULO LACERDA / CNI)

Com muitos empregados ainda “blindados” pelo programa que permitiu às empresas reduzir jornada e salário ou suspender contratos, o mercado de trabalho formal gerou 1,5 milhão de vagas no primeiro semestre deste ano. No mesmo período de 2020, quando houve mais restrições à mobilidade por causa da pandemia, foram perdidos 1,9 milhão de postos.

Os dados são do Caged. Em junho, foram abertas 309 mil novas vagas, no sexto mês com saldo positivo. Para economistas, a geração de postos com carteira assinada deve continuar apresentando bons resultados nos próximos meses como efeito da reabertura da economia, da confiança dos empresários na retomada da atividade e na manutenção do consumo. Mas o ritmo deve ser menor.

Pelos cálculos da XP, no primeiro semestre a criação de postos formais foi, em média, de 220 mil por mês. Para o segundo semestre, segundo o economista Rodolfo Margato, a expectativa é de geração de 150 mil vagas mensais. No ano, a XP conta com a abertura de 2,18 milhões de empregos com carteira assinada.

Já a consultoria LCA revisou as projeções ontem, com a divulgação do resultado de junho. Agora, de acordo com o economista Bruno Imaizumi, a expectativa é que o ano termine com geração de 2,3 milhões de vagas (a projeção anterior era de 2 milhões). “A tendência do mercado de trabalho é de recuperação, mas os números estão superestimados porque bastante gente está dentro da garantia provisória do BEm”, afirmou.

O BEm é o programa que permite às empresas reduzir a jornada e os salários ou suspender os contratos. Os trabalhadores atingidos recebem um benefício pago pelo governo. Para cada mês no programa, o empregado tem o mesmo período de proteção a sua vaga. O programa foi relançado em abril pelo governo por mais quatro meses neste ano.

Em junho, 3,558 milhões de trabalhadores seguiam com garantia provisória de emprego graças às adesões em 2020 ou 2021 -- isso equivale a pouco menos de 10% do total dos trabalhadores com carteira assinada do País. (Estadão Conteúdo)