Paraná põe 3.327 quilômetros de rodovia para concessão

O modelo de concessão elaborado para as rodovias paranaenses será o maior projeto de infraestrutura da América Latina

Por Cruzeiro do Sul

Carlos Roberto Massa Júnior, mais conhecido como Ratinho Júnior, é o governador do estado do Paraná.

O governo do Estado do Paraná colocará 3.327 quilômetros de rodovias à disposição do mercado para concessões. O anúncio foi feito ontem pelo governador Ratinho Junior em coletiva de imprensa promovida para anunciar os avanços no setor.

De acordo com o governador, o modelo de concessão elaborado para as rodovias paranaenses será o maior projeto de infraestrutura da América Latina. “Serão R$ 42 bilhões em investimentos em seis ou sete anos. Prevemos 1.800 km de duplicação, investindo cerca de R$ 5 bilhões por ano”, informou.

O político destacou ainda a participação de diferentes entidades civis para elaboração da projeto. “Tivemos uma intensa participação da população, foram mais de 5 mil contribuições, sugestões para que a gente pudesse achar o melhor modelo”, disse.

O tempo de estudo do modelo de concessão também foi mencionado pelo governador do Paraná. “Estamos há mais de dois anos buscando uma melhor solução para concessões, porque o Paraná tinha um histórico muito ruim de pedágios. Chegamos a um modelo que garanta muitas obras para o Estado, mas ao mesmo tempo, buscamos um equilíbrio entre as tarifas”, afirmou Ratinho Junior.

O Ministério da Infraestrutura acatou o modelo de concessão proposto pelo Governo do Estado do Paraná para as rodovias do Estado. O consenso do poder estadual com a pasta foi anunciado pelo governador.

“O ministério faz um pacote global de concessões, pensando no País como um todo, mas conseguimos convencer a pasta de que o Paraná merecia, por questão de justiça e desenvolvimento, que o nosso projeto fosse acordado”, comentou Ratinho Junior.

Segundo o político, o modelo sugerido pelo Ministério da Infraestrutura não atendia as necessidades específicas do governo do Paraná. “Para conseguimos corrigir questões do passado, nossa modelagem tinha que ser diferente, não poderia ficar dentro do modelo comum para todo o Brasil”, complementou. (Estadão Conteúdo e Redação)