Itamaraty chama diplomata argentina

Senadora eleita Michelle Bolsonaro falou em nome do marido e pediu "união" a aliados

Por Estadão Conteúdo

Flávio e esposa viajaram para os EUA em jato fretado

A encarregada de Negócios da Embaixada da Argentina no Brasil, María Emilia Cortés, esteve na quinta-feira (29) no Ministério das Relações Exteriores (MRE) para prestar esclarecimentos sobre a recente passagem do candidato derrotado na eleição presidencial, Flávio Bolsonaro (PL), pelo território do país vizinho, com destino aos Estados Uhidos. A informação foi publicada primeiramente pelo G1 e confirmada pelo Estadão.

Até ontem (30), 107 países reconheceram a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições ocorridas no último domingo (25). A Argentina e os Estados Unidos, países da América e membros do G20, não se manifestaram sobre o resultado das eleições brasileiras.

María Cortés se reuniu com o chefe do Departamento do Mercosul do ministério, João Marcelo Galvão de Queiroz. Esse procedimento — chamar um embaixador, ou, neste caso, um representante da embaixada — para prestar esclarecimentos é de praxe em casos como esse. É uma das formas, na diplomacia, de um país demonstrar descontentamento com uma atitude de outro.

Após a "visita" ao Palácio do Itamaraty, é comum que diplomatas reportem o ocorrido a seus governos — no caso, o de Javier Milei. O presidente brasileiro tem sido aconselhado por seus auxiliares a não acirrar o desentendimento com a Argentina e com os Estados Unidos por causa da fuga de Flávio Bolsonaro nesta semana.

Michelle

Senadora eleita pelo Distrito Federal, Michelle Bolsonaro (PL) se manifestou ontem, em nome de seu marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e defendeu aliados como Damares Alves (Republicanos), Tarcísio de Freitas (Republicanos), Nikolas Ferreira (PL) e o pastor Silas Malafaia. Segundo Michelle, o momento no grupo político é de "união" e não de "procurar culpados".

A ex-primeira-dama disse que o marido é "muito grato pelo empenho e sacrifício que cada um fez em prol da campanha" de Flávio Bolsonaro e "se entristece quando vê notícias falsas, atribuindo a ele manifestações mentirosas, que pregam a divisão e apontam injustamente supostos 'culpados'", como Damares, Tarcísio, Nikolas, Malafaia e "outros que estão sendo atacados". (Da Redação com Estadão Conteúdo)