Nico nega atuação de serial killer em SP

Polícia Civil investiga 13 mortes individualmente e algumas podem ter ligação com o PCC

Por Estadão Conteúdo

Secretário de Segurança falou sobre crimes na quinta-feira

O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, afirmou na quinta-feira (22) que não encontrou indícios de que as 13 mortes investigadas na capital e na região metropolitana tenham sido cometidas por uma mesma pessoa. Segundo Nico, cada caso é apurado individualmente, e até agora não foram identificadas semelhanças que indiquem a atuação de um possível serial killer.

"Até agora, não encontramos indícios de que esses 13 casos tenham sido praticados pela mesma pessoa", afirmou Nico, em vídeo divulgado após uma reunião com integrantes do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

De acordo com ele, a polícia está reunindo informações das diferentes investigações para verificar possíveis conexões entre as mortes. "Nenhuma hipótese é descartada", ressaltou.

Nico também afirmou que as investigações já identificaram suspeitos em alguns dos casos e que há prisões preventivas decretadas. "Cada caso tem sua investigação e o seu suspeito, e já temos prisão preventiva decretada em alguns", declarou.

Segundo a delegada Ivalda Aleixo, diretora do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), as apurações apontam, até o momento, para diferentes motivações. Entre as situações investigadas estão crimes sexuais e casos relacionados ao tráfico de drogas.

Ela mencionou ainda uma morte ocorrida em São Paulo com envolvimento com o tráfico de drogas de outro Estado. A polícia busca verificar se existe alguma relação entre os episódios.

O delegado-geral da Polícia Civil, Artur José Dian, explicou que as ocorrências registradas na capital e na área atendida pelo Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo (Demacro) estão sendo investigadas separadamente, enquanto as equipes analisam possíveis coincidências. "Com a compilação de todas as investigações, estamos checando também eventuais semelhanças entre os casos que ainda não foram encontradas", afirmou.

Apesar de descartar a atuação de serial killer, a polícia ainda apura elo entre as possíveis execuções em série com nomes ligados ao chamado "tribunal do crime" do Primeiro Comando da Capital (PCC), espécie de Justiça paralela da facção. (Estadão Conteúdo)