Caso Nossa Senhora divide STF novamente
A possibilidade de o episódio sobre a fake news de Nossa Senhora Aparecida ser analisado pelo plenário sinaliza uma nova divisão no Supremo Tribunal Federal (STF).
O presidente da Suprema Corte, Edson Fachin, poderia marcar o julgamento para hoje (30), a fim de controlar as discussões e evitar que a polêmica se transforme em mais um capítulo do desgaste do Poder Judiciário.
O ministro Luiz Fux suspendeu, no final da noite da segunda-feira (28), a decisão do ministro Flávio Dino que derrubava a determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a ordem de remoção das publicações com a falsa informação de que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pretende retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil caso seja eleito.
Fux também determinou o restabelecimento das publicações que haviam sido retiradas com base na decisão de Dino.
Ainda segundo Fux, a medida é provisória e não encerra a discussão de mérito. Para ele, a suspensão é necessária diante da proximidade das eleições e do risco de que decisões sucessivas sobre o mesmo conteúdo produzam efeitos antes da análise definitiva do caso pelo colegiado.
O Conselho Interdenominacional dos Ministros Evangélicos do Brasil (Cimeb) divulgou uma nota em que condena a fake news. O Cimeb "repudia com veemência a utilização de uma fake news por Lula e seus seguidores para atingir um adversário político e, o mais grave, promover uma guerra religiosa entre católicos e evangélicos", diz a nota. (Da Redação com Estadão Conteúdo)