Bets recorrem ao STF contra proibição de apostas

Pedido para derrubar medida provisória foi enviado ao ministro Luiz Fux

Por Estadão Conteúdo

Apesar de lei, apostador compulsivo recebe mais incentivo dos sites para jogar

A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF) ontem (28), para tentar derrubar a medida provisória editada pelo governo do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na semana passada, que proibiu as bets de funcionarem no Brasil.

A norma do governo federal fechou o cerco contra o setor, proibindo de vez o funcionamento, a propaganda e a oferta de apostas esportivas e jogos virtuais no País, além de cancelar as licenças das empresas que já operavam de forma legalizada. O pedido foi enviado ao gabinete do ministro Luiz Fux, que já é relator das ações que discutem as regras desse mercado.

As associações argumentam que o governo atropelou as regras ao usar uma MP sem demonstrar urgência real que justificasse a decisão. Também apontaram a falta de estudos técnicos que embasassem a medida ou de exposição clara de motivos.

O subprocurador-geral do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MP-TCU), Lucas Rocha Furtado, protocolou ontem um pedido de cautelar para que a proibição das bets só entre em vigor em 31 de dezembro. Ele mencionou a necessidade de um período de transição adequado, visando à segurança jurídica. Além disso, foi alegado "caráter eleitoreiro" na edição da medida provisória. (Estadão Conteúdo)