Greve dos metroviários causadia de caos na capital paulista
A paralisação parcial nas linhas de trens 11, 12 e 13 da Companhia Paulista de Transportes Metropolitanos (CPTM), ontem (4) de manhã, provocou caos nas ruas de São Paulo.
A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informou que o congestionamento de veículos nas ruas e avenidas era de 2.125 quilômetros, às 10h20.
Entretanto, o órgão informou depois, por e-mail, que a página do seu site sofreu instabilidade por conta de manutenção interna e que o dado não representava a realidade. A região mais afetada da capital paulista foi a zona sul.
Com a paralisação parcial das três linhas da CPTM, a Prefeitura de São Paulo cancelou o rodízio de carros no dia de hoje. A medida foi tomada ainda na noite de segunda (3), quando os trabalhadores da estatal anunciaram a greve.
Para tentar mitigar a situação, foi colocado em funcionamento o Plano de Apoio entre Empresas de Transporte frente a Situação de Emergência (Paese), com a disponibilização de ônibus para atender a população atingida. Ainda assim, os veículos tiveram superlotação.
Tarcísio
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), classificou a greve dos funcionários da CPTM como "baderna" e alegou que o mote é apenas político. Em postagem nas redes sociais, ele ainda defendeu a privatização.
"A aposta na baderna e na paralisia dos serviços não vai intimidar o governo, que esteve e seguirá aberto ao diálogo. Uma concessão é feita para melhorar os serviços, eliminar problemas de via permanente, trazer trens novos, garantir estações mais acessíveis, eliminar falhas na via aérea de alimentação e nas subestações, estender as linhas até Bonsucesso ou até César de Souza e dar mais confiança ao sistema."
Segundo o governador, a greve é resultado de "instrumentalização política". A declaração ocorre após o próprio governador considerar inaceitáveis as falhas que ocorreram na operação das linhas que tinham sido repassadas à concessionária Trivia Trens.
Por conta de problemas, a Companhia de Trens Metropolitanos (CPTM) voltou a operar as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade e o Serviço Expresso Aeroporto por um período inicial de até 90 dias.
A decisão foi tomada pelo governo estadual e pela Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) no final de julho. Na ocasião, Tarcísio chegou a ameaçar romper o contrato de concessão caso a concessionária não cumpra os termos do acordo.
Uma falha elétrica e um incêndio em um vagão da linha 12 causaram grandes transtornos para os passageiros dos três ramais no dia 23 de julho. (Estadão Conteúdo e Agência Brasil)