Michelle diz que 'não há briga' depois de vídeo
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) voltou a se manifestar nas redes sociais ontem (25), após publicar um vídeo em que reclama do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e dos aliados do pré-candidato à Presidência da República. Na nova publicação, Michelle diz que não tem raiva de ninguém e que "não há briga, nem competição".
"Para ficar claro: eu não tenho raiva de ninguém. Apenas esclareci uma situação que estava sendo deturpada. Vamos todos trabalhar juntos para derrotar o atual desgoverno. Não há briga nem competição. Peço apenas que não retirem trechos de contexto para gerar confusão. Uma nova história será escrita com verdade, clareza e respeito. Fiquem em paz", diz a postagem de Michelle Bolsonaro no Instagram.
O senador Flávio Bolsonaro publicou, no final da noite da quarta-feira (24), uma carta aberta em resposta à Michelle após a ex-primeira-dama divulgar um vídeo relatando ter sido humilhada por ele.
Mais cedo, na quarta, durante uma live antes do início do jogo da seleção brasileira contra a Escócia, Flávio havia declarado que "nada nem ninguém" o aborrece. No texto, o pré-candidato diz que "nunca" desrespeitou, maltratou e humilhou uma mulher na vida.
No vídeo publicado na quarta, Michelle disse que Flávio a humilhou durante uma ligação. O senador teria dito que "seria melhor" que a ex-primeira-dama ficasse "de fora das decisões do partido e disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política", relatou.
A conversa teria acontecido após Michelle, no início de dezembro do ano passado, criticar publicamente a decisão do diretório cearense do PL de apoiar candidatura de Ciro Gomes ao governo do Estado. Enquanto Flávio disse que a madrasta atropelava a vontade do pai, Eduardo classificou o posicionamento como "injusto e desrespeitoso" com o deputado André Fernandes, que teria articulado o apoio do PL a Ciro.
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, se manifestou em relação à crise entre Michelle e Flávio. Em nota, Valdemar diz que vai conversar pessoalmente com os dois, mas que admira os que defendem o que acreditam. (Estadão Conteúdo